Quinta-feira, Julho 20, 2006

quero fugir daqui
de mim
do mundo à minha volta
da rotina
de todos os que não me entendem

encontrar o que me faz viver e sonhar

-te a ti... Mas eu não sei o te nome
te conheço
nem sei se existes...

amar.

Quarta-feira, Julho 12, 2006

"Everything"

when love is the dealer i'm addicted

Quarta-feira, Julho 05, 2006

21

É o tempo que vai e não volta mais a ser como era dantes.
Como quando corria na escola, jogava à bola e andava de bicicleta.
É o tempo que passa e não sou mais criança. Já não fujo para casa a chorar porque alguém fez troça de mim. Já não me fecho no escuro porque não querem ser meus amigos.
Desde aquele dia, ultima recordação que tenho, quando recebi a minha primeira companhia de dez anos, tanta coisa aconteceu… ah!
Vinha numa caixa de cartão e eu não sabia o que era. Só percebi quando ela miou e eu a libertei para ser uma presença da minha infância. Eu tinha dois anos… Lembro-me como se tivesse sido algures nestes dias, num qualquer sonho de uma noite passada…
No primeiro dia de escola, contente por finalmente poder encontrar amigos, porque até aqui quase não me deixavam sair de casa, ainda me lembro do medo que senti…
Era um fato de treino que tinha vestido… roxo, com riscas pretas… bem ao estilo piroso daquele tempo…
Entre o medo de descobrir coisas novas que sempre me fascinaram e a timidez de quem nunca teve o dom das palavras cresci mais uns centímetros até mudar de escola…
Passei para o quinto ano e sabia que a minha vida ia mudar… conhecer novas pessoas, novos sítios, novas experiências… o primeiro AMOR…
E foi assim que cresci… uma adolescência de novas descobertas, de entendimentos e desentendimentos… uma adolescência apaixonada… foi nesta altura que descobri o que sempre condicionou a minha vida… até hoje…
E acabou mais uma aventura… começou mais uma etapa: COIMBRA
Acabou a timidez, acabou uma paixão de uma inteira adolescência, começa a independência, a audácia, a vontade de mudar o mundo… o meu MUNDO…
Já se contam três anos desde que começou o mais novo eu. E nestes três anos já se mudou muitas vezes.
O menino que ninguém escolhia para jogar à bola cresceu. Não precisa de ficar sentado no muro a ver os outros a jogar porque tem muitos amigos…
Já não vai para casa a chorar nem se fecha no escuro… com os seus gatos e refugiado na televisão…
Mudei muito nestes vinte e um anos. Mas ainda continuo a encontrar na solidão e no escuro um pequeno refúgio de quem tem ainda muito para pensar… para sentir…
E continuo a viver como sempre o fiz. Fazer da vida um mar de emoções… porque me custa viver desamparado e esquecido pelas paixões que me fazem sentir vivo.
Mas quando choro já não é porque me gozaram… mas porque a vida faz troça de mim!

Mudei tanto… o dia de amanhã já tem tão pouca importância… Mas adoro viver o hoje. Olhar para traz e saber que quando acordar será certamente um eu diferente que lava a cara e sorri para o mundo… porque passou mais um dia…

Faz-me falta o amor

Segunda-feira, Julho 03, 2006

Saudades

Há dias em que não sabes o que dizer. E tudo à tua volta merece ser interrogado. Já não sabes bem no que pensar… se o que pensas é ou não verdade… mal sabes o teu nome, mas isso é o que menos interessa.
Todos os anos a mesma coisa. O tempo passa mas teimas em não te encontrar. Não sabes o nome, mas conheces os seus olhos. Sabes que quando a encontrares vais pensar… não, não sabes o que pensar… mas isso também não interessa porque não é importante…
Não sabes o que escreves ou porque o fazes… só sabes que o tens que fazer. Porque é aquilo que tens dentro de ti que te ordena.
Tens saudades dos tempos que hão-de vir… só não sabes se eles algum dia voltarão!

Segunda-feira, Junho 26, 2006

Insónias

Às vezes sinto-me assim como se tivesse o coração na ponta dos dedos…
E quando vou dormir tenho antes que ligar o computador e soltar o que tenho cá dentro.
E hoje sinto-me como se todas as respostas às minhas perguntas viessem de dentro de mim e tudo são certezas e impulsos.
Gosto mesmo de estar apaixonado, e acho que nunca conseguirei viver uma vida em que não o esteja…
Apaixonado… Por Ti, que não me encontras, por viver, como agora, pelo sorrisos de quem me rodeia… tanto faz. Mas deixe-me viver a vida apaixonado e eu serei sempre eu… sempre feliz…
Às vezes sinto-me sozinho. Sinto como se tivesse tido tudo o que mais quis, ou quero, queria tanto, sei lá… Sinto como se tivesse tido tudo o que mais queria nos meus braços, apertado contra o peito, onde podia repousar os meus sonhos, e parece que não tenho nada agora…
Mas… Tudo o que mais queria tenho-o, isso sim, agora.
Sabes como é quando te deixas dormir a recordar o teu dia, a tua semana, o teu mês, ou ano e pensas como foste feliz, e que nunca farias nada de outra forma?
É assim que adormeço agora todos os dias. É algo que aprendi há pouco tempo… Mas que estou a adorar.
E isso foi a melhor coisa que me podia ter acontecido nos últimos tempos. Saber que viver é sorrir para a vida todos os dias, mesmo quando ela não nos sorri…
Rir das tristezas a toda a hora… mesmo quando elas se riem de nós!
Acho que toda a vida vivi apaixonado. Só nunca tinha encontrado esta paixão pela vida… E acho que agora sim… posso viver…

Há algo que nunca vou esquecer de ti… Viraste o meu mundo do avesso, fizeste-me parar a terra de girar para te roubar um beijo… Mas o que nunca vou esquecer é o que fizeste pela minha vida…
Sou feliz porque me ensinaste a amar a vida…

Obrigado por tudo

Terça-feira, Junho 20, 2006

Fumo

A vida é como uma competição de cachimbo. Tem cuidado para não apagar, ateia para que se vá fumando, mas não exageres no vigor com que o consomes, ou arriscas-te a que acabe cedo… A maior arte está em tirar prazer para além de todas estas preocupações!

Segunda-feira, Junho 19, 2006

para Fim dos Dias

Caminha sozinho, na Terra batida que percorre até chegar a casa.
Pelo caminho, não encontra ninguém a quem dizer boa noite, a quem perguntar as horas, ou mesmo falar do tempo.
Chuta uma pedra que teimosamente se impõe no seu caminho. Um chuto bem forte, de raiva, de solidão, de inconformismo.
É todos os dias assim… São de casa ainda cedo pela madrugada, e volta quando já ninguém enfrenta a escuridão. Repousa umas horas no leito de insónias e volta à rotina no outro dia.
Não conhece feriados, fins-de-semana ou mesmo férias. O único dia em que pára para descansar é o dia em que ela partiu…
Esquece a rotina, não sai de casa e fica horas a remexer no baú das recordações. Cartas com promessas de beijos, fotografias gastas pelo toque das mãos saudosas e pelas lágrimas salgadas, até o bilhete do primeiro filme que viram juntos…
O baú está fechado todo o ano. Só se abre para o lavar em lágrimas naquele dia, bem cedo, pela manhã, à hora em que ele gostava de acordar para a ver ainda a dormir na sua cama, nos seus braços.
Religiosamente guardada, como relíquia, num pequeno diário, a eterna carta de despedida. Manchada pelas lágrimas que, como gotas de orvalho caíram naquela folha, esconde uma escrita já quase indecifrável. Mas ele não precisa de ler para recordar… Guardou cada palavra na sua memória, tatuou cada sílaba junto ao peito…
Cansado de chorar e bradar sozinho aos deuses que o abandonaram, na cabana afastada da estrada comprida que vai para o Fim dos Dias, adormece por fim.
Caminha sozinho na Terra batida que percorre de casa para o Fim dos Dias.
Pelo caminho, não encontra ninguém a quem dizer bom dia, a quem perguntar as horas, ou mesmo falar do tempo.
Não sabe que dia é hoje… Mas também não é preciso…

Terça-feira, Junho 13, 2006




Não estranhes os meus olhos porque é neles que se esconde o menino fenix

Domingo, Junho 11, 2006

Moon Indigo

A taste of breath, a kiss sweater than honey
Your eyes in a misty dream a million miles away
And in my ear you whisper my name
Just like in some old news flash
From light years ago

Van Dyke's on the slide trombone
Through the smoke of the party room
Your teeth like the ivory coast
Start singin' my favourite song
And it happen' to be mood indigo

Mood indigo
I just go weak when I hear mood indigo
Could last for weeks until I decide to wake up
Take off my make up

Holding on to my heart
Srnokin' them downhill
In a room number thirteen
Tryin' to stretch my luck again
Down the corridor your footsteps echo against the wall
My man of mystery, my date with infinity
Tonight I'm gonna sacrifice, for the first time in my life
Make it all come back to me, like an old forgotten dream

Van Dyke's on the slide trombone
Through the smoke of the party room
Your teeth like the ivory coast
Start singin' my favourite song
And it happen' to be mood indigo

Mood indigo, I just go weak when I hear mood indigo
It could last for weeks until I decide to wake up
Completely lost in my mood indigo

Quarta-feira, Maio 31, 2006

"Vai dar tempo para aprender"

Eles sao duas criancas a viver esperancas, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e sao namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele la lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Entao,
Bate, bate coracao
Louco, louco de ilusao
A idade assim nao tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Ja o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando la o viu, encharcado e frio, quase o abracou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele atéchorou...

Entao,
Bate, bate coracao
Louco, louco de ilusao
A idade assim nao tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

E agora, nos recreios, dao os seus passeios, fazem muitosplanos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se da nos anos.

E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mao dela: "Sabes Cinderela, eu gosto de ti..."

Entao,
Bate, bate coracao
Louco, louco de ilusao
A idade assim nao tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.